Se têm uma coisa que está ficando
cada vez mais clara para mim e para alguns cidadãos um pouco mais informados é que assim como
as redes sociais, a mídia tradicional também pode se tornar uma fonte de DESINFORMAÇÃO.
Claro que se trata de uma OPINIÃO minha, mas casos como o das compras do governo federal que foram
recentemente contestadas por alguns sites e opositores nos levam a crer que uma
parte da mídia tenta CRIAR FATOS.
Vejam, na democracia, a impressa "livre" é um dos pilares e mesmo tendo um viés político de esquerda ou direita, há que se denunciar os problemas reais no intuito de se apontar falhas, desvios e até crimes, mas alguns meios de comunicação tentam claramente criar NARRATIVAS para pautar ou direcionar as críticas e opiniões para um lado.
No último dia 24 de janeiro, o
site Metrópoles publicou uma matéria onde a dava a entender que o governo federal tinha gastos suspeitos em itens
alimentícios, a matéria escrita pela jornalista Rafaela Lima tinha como
manchete - Mais de R$ 1,8 bilhão em compras: “carrinho” do governo federal
tem de sagu a chicletes - pautou boa parte da grande mídia, partidos de
oposição pessoas contrárias ao governo nas redes sociais onde grande parte dos
formadores de opinião e meios de comunicação sabem que a maioria das pessoas só
costuma ler as manchetes das notícias ignorando toda ou boa parte das
publicações, menos ainda são os que procuram averiguar essas matérias no
intuito de buscar a sua veracidade.
Link da matéria: https://www.metropoles.com/brasil/mais-de-r-18-bilhao-em-compras-carrinho-do-governo-federal-tem-de-sagu-a-chicletes
Lendo a matéria do site com um
pouco mais de atenção é possível refutar o título com as suas próprias
informações, no trecho abaixo:
“Levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base do Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia, mostra que, no último ano, todos os órgãos do executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos – um aumento de 20% em relação aos pagamentos de 2019. Para a reportagem, foram considerados apenas os itens que somaram mais de R$ 1 milhão e comprados nos últimos dois anos.”
É notório que a matéria indica que
apenas os itens que somaram mais de um milhão em gastos foram utilizados para
se chegar aos "tais" 20% de aumento informado no Portal Metrópoles, mas outros meios de comunicação como o
Portal UOL e o Correio Braziliense, por exemplo, constataram que na verdade houve queda de nos
gastos com alimentação em relação a 2019 como mostram os links abaixo.
![]() |
| IMAGEM RETIRADA DO SITE UOL |
A matéria original do Portal Metrópoles mostrando valores gastos, que podem ou não ser considerados normais trouxe muitos transtornos ao executivo, gerando uma repercussão negativa nos meios de comunicação e ameaças de pedidos de investigação por parte de opositores e partidos de esquerda, além de alimentar o discurso de notórios rivais do presidente como o vice-presidente do PDT, Ciro Gomes.
Já o presidente Bolsonaro repercutiu a matéria com a sua costumeira falta de tato, mandando a impressa colocar a lata de leite condensando lá onde o sol não bate (embora eu não possa dizer que não faria igual), para mim, as reações do presidente são o verdadeiro foco e não as denúncias em si, essas reações intempestivas são mais notícias que as próprias notícias e servem para seus opositores até como crime passível de impeachment.
Mas vamos aos fatos, o governo
federal lançou na atual gestão algumas ferramentas para melhorar a
transparência e a qualidade das compras realizadas pelo poder executivo, dentre
elas a Ferramenta
Alice, um inteligente sistema de compras que analisa licitações e emite
alertas para prestadores de serviços e fornecedores com problemas na justiça, empresas
com informações ou estruturas não condizentes com os recursos licitados e
preços fora do normal, o sistema é mencionado pelo Ministro da CGU Wagner
Rosário no programa Opinião no Ar da Rede TV, os alertas emitidos pelo
Analisador de Licitações e Editais servem de start para os técnicos da controladoria
geral da união realizarem o pente fino no intuito de economizar ao máximo o
dinheiro do pagador de impostos.
Já falando das compras do
governo, apesar das cifras serem assustadoramente altas, vale a pena ressaltar
que essas compras são referente ao exercício total do ano de 2020 e foram
utilizadas em todas as frentes da gestão pública federal (saúde, educação,
defesa, pesquisa, etc.), por mais estranhos que os gastos possam parece como no
caso da goma de mascar (também conhecida como chiclete) e do leite condensado,
todos os itens se fazem necessários para a alimentação e cotidiano de diversos
servidores públicos, pacientes e estudantes. As informações de compras,
fornecedores e preços podem ser consultadas em detalhes no portal da transparência.
http://www.portaltransparencia.gov.br/
Voltando ao tema da DESINFORMAÇÃO, em alguns países como Cuba e Coreia do Norte não existe mídia livre, o povo é informado ou desinformado apenas com as informações disponibilizadas pelo governo do país, aqui no Brasil e em outros países, a impressa é também conhecida como 4º Poder e através dela é possível moldar a opinião pública, mas isso vem mudando aos poucos desde o surgimento das mídias sociais, de pouco em pouco, elas estão tomando a atenção das pessoas e retirando verbas de publicidade das grandes mídias tradicionais.
No caso da matéria do portal Metrópoles podemos ver como uma ação corriqueira como a compra de alimentos, dentro das leis atuais podem se tornar algo errado dependendo do ângulo que a informação é mostrada, oras, onde já se viu gastar milhões em leite condensado em vez de comprar vacinas? A matéria só não faz questão de mostrar que a quantidade de servidores públicos federais é imensa e que esse monte de gente precisa comer em quarteis, escolas, universidades hospitais e em todas as frentes federais do país, a matéria não diz que mesmo com o aumento na compra de alguns itens, no geral o governo economizou praticamente 25% por cento em relação a 2019.
Essa banalização da critica acaba por diminuir a credibilidade da mídia tradicional num momento onde os investimentos em marketing são cada vez mais distribuídos em plataformas diferentes (Youtube, Facebook, Instagram), nelas pessoas comuns que nunca tiveram visibilidade podem facilmente bater a audiência de canais e programas de TV fazendo com que pontos de vista diferentes sejam mostrados ao público. Quando a mídia tenta apenas emplacar uma narrativa vazia como se fosse um crime de responsabilidade, tentando dar um ar de problema a ações e funções normais da máquina pública. Talvez, se não estivessem tão preocupados em criticar o governo, alguns jornalistas poderiam realizar denuncias em outros membros do serviço público como câmaras municipais, prefeituras, secretaria e governos estaduais onde há maior dificuldade na fiscalização do emprego do dinheiro do contribuinte.
Para finalizar peço encarecidamente a você leitor desse humilde blog que não acredite em tudo que vê, ouve ou lê, conteste, pergunte, pesquise e acima de tudo, não repasse informações "duvidosas" em suas redes sócias, ajude a propagar os fatos e não os mitos. Obg. : )

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